10 recomendações para uma boa conversão GNV

Conversão para GNV - gás natural

O motorista que deseja comprar um veículo bicombustível ou tricombustível é por excelência uma pessoa preocupada com a conservação do meio ambiente e, principalmente, com o ar que respiramos.

Antes de optar pela conversão para Gás Natural Veicular (GNV), o proprietário deve observar alguns requisitos para ter a tranquilidade e a satisfação que o GNV pode proporcionar, tanto pela economia de combustível, como pela docilidade no funcionamento do motor com este combustível.

Por isso, listamos 10 recomendações para você tomar antes de fazer a conversão para GNV:

1. Ao tomar a decisão de instalar um sistema de GNV no seu veículo, vá até um posto de abastecimento de GNV e observe a operação de abastecimento. Se for possível, converse com os proprietários dos veículos. Informe-se! Esta é a única forma de conhecer bem o assunto e se preparar para tomar uma decisão com segurança.

Se o seu automóvel tem sistemas de segurança e de controle de emissões originais de fabrica, você deve tomar cuidado. Quando adulterados, podem gerar sérios problemas no funcionamento do motor, o que pode implicar inclusive em acidentes. Os Kits certificados com CAGN – PROCONVE são a única solução.

2. Um equipamento sem “pedigree” pode lhe trazer muita chateação. Nos sites do INMETRO (www.inmetro.gov.br) e do IBAMA (www.ibama.gov.br), você encontrará uma lista de oficinas registradas como instaladoras do sistema de GNV e uma lista das marcas de kits que atendem às especificações de emissões, o CAGN, respectivamente. Com estas informações em mãos, você não estará comprando um equipamento “PIRATA”. Equipamentos sem o Certificado Ambiental Para Uso Do Gás Natural para Veículos Automotores (CAGN) podem ter vida curta no mercado, em pouco tempo você poderá ser surpreendido pela falta de assistência técnica. Não se deixe enganar.

3. Observe a oficina em que você esta deixando seu automóvel. Converse com o atendente, questione sobre a manutenção do sistema de injeção de combustível, se seu carro está equipado com a ‘sonda lambda’, pergunte se este sensor funcionará quando estiver sendo utilizado o gás natural. Caso contrário, seu veículo funcionará mal e poluirá o ar.

Apenas o CAGN poderá garantir que seu veículo está dentro dos padrões mínimos aceitáveis de poluição do ar. Atente, também, para a limpeza da área de serviços e se está organizada. Ferramentas jogadas no chão ou sobre os automóveis indicam desleixo.

4. Peça ao vendedor que indique clientes para você obter referência. Analise a satisfação deles com o veículo bicombustível. Questione quanto ao atendimento da oficina, um cliente que já precisou de reparos pode lhe dar melhores informações do que aqueles que nunca fazem manutenção dos seus veículos. Lembre-se que a instalação do sistema de GNV é mais importante que a marca do equipamento, tal qual o aparelho de som do seu carro.

5. As oficinas devem deixar afixado a parede o Certificado de Registro do INSTALADOR, um documento oficial do INMETRO. O CAGN pode ser solicitado ao vendedor. Ele é expedido por marca do produto, certifique-se de estar comprando o conjunto certo e legalizado.

6. Lembre-se que este investimento não é uma despesa simples, o sistema de GNV é transferível de um veículo para outro. Por isso, antes de decidir, considere que o preço é um fator de menor valor em relação a tecnologia que vai ser usada. Equipamentos de terceira e quarta geração são mais adequados aos veículos com injeção eletrônica. Mesmo custando um pouco mais, vale a pena, pois lhe garantirá o bom funcionamento do seu motor e adaptar-se-á mais facilmente em outros veículos.

7. Após o fechamento do negócio, leia com atenção os itens descritos no pedido e o contrato que lhe será entregue pela oficina instaladora. Neste, deve constar detalhadamente todos os componentes do sistema tais como: marca e modelo, os dispositivos eletrônicos que podem ser: emulador de bicos, simulador de sonda, corretor ou variador de avanço e gerenciador de mistura. Exija esta descrição. É a garantia de receber o conjunto oferecido e a única forma de garantir que o sistema foi instalado completo. Este documento permitirá que qualquer técnico possa fazer uma verificação, no caso de dúvidas.

8. Na retirada do veículo da oficina, antes de aceitar o serviço, faça um teste drive com passageiros. Não tenha pressa. Pegue subidas, avenidas e ruas de difícil trânsito, observe as diferenças entre os combustíveis mudando de GNV para gasolina/ álcool ou vice-versa através do comutador, assim você se habituará com este dispositivo e com o novo combustível. Seu motor não deve falhar em nenhum dos dois combustíveis.

Depois do teste, deixe seu carro funcionando pelo menos três minutos em marcha lenta. Nos dois combustíveis, o motor não pode morrer, oscilar ou variar muito a temperatura. Um Kit certificado ambientalmente, CAGN, lhe proporcionará mais economia e melhor dirigibilidade e segurança.

Se o motor de um automóvel “morre”, quando este se encontra em movimento, perde-se a eficiência dos freios e se a direção for hidráulica o controle do veículo fica totalmente comprometido. Só um equipamento com garantia de funcionamento pode lhe dar segurança.

9. No ato da retirada do veículo, a oficina lhe fornecerá alguns documentos obrigatórios para o registro do seu veículo no DETRAN, como veículo bicombustível. É importante que você faça cópia (xerox) dos documentos e das notas fiscais, pois estes ficarão retidos no órgão de transito.

Estes documentos são: nota fiscal dos equipamentos; nota fiscal de mão-de-obra; certificado de conformidade do cilindro de combustível; Atestado da Qualidade do Instalador Registrado, que deve obrigatoriamente indicar a conformidade ambiental e o número do CAGN-IBAMA; Manual do Usuário; Manual do cliente; e relatório de inspeção do sistema de GNV assinado pelo responsável técnico. Estes documentos são fundamentais para a regularização dos documentos de porte obrigatório.

10. Antes de levar seu automóvel a um Organismo de Inspeção Veicular, credenciado pelo INMETRO, verifique o estado do catalisador e o funcionamento do motor, dos pneus, luzes e faróis, freios e palhetas dos limpadores de para-brisa. O veículo deverá estar em bom estado de conservação. Após a inspeção, junte o Certificado de Segurança Veicular (CSV) aos documentos do item anterior e procure um despachante ou o DETRAN para alterar os documentos obrigatórios e de propriedade do veículo.

Estando seguro de ter avaliado seu automóvel, você poderá usufruir o prazer de dirigi-lo com um combustível limpo e seguro. Além do baixo custo por quilômetro rodado, você economizará óleo lubrificante e terá um menor desgaste do seu motor.

** Com informações da Consultoria Técnica da Associação Brasileira do Gás Natural Veicular – ABGNV

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