O preço justo!

preço

Por Zauri Candeo

Em quase todo tipo de comércio, existem três formas de se fixar o preço de uma mercadoria:

1) Pelo cálculo matemático
2) Pelo chute
3) Pelo desespero

A primeira forma envolve uma série de considerações, como custos das peças e da mão de obra, custos fixos e variáveis, custo do juro bancário, custos dos impostos e por aí vai… É coisa para quem entende do riscado. E não pode errar! (A nova APAREM tem todas as ferramentas para ajudar nesta tarefa. É só pedir!).

A segunda forma é fruto da indolência, da incompetência e da ignorância, tudo junto. É muito difícil consertar alguém que reúna estes três “is” de uma só vez. Estará fora do ramo em pouquíssimo tempo.

A terceira forma é terrível! O consumidor promove um leilão às avessas no mercado e o retificador, desesperado para cumprir com os seus compromissos financeiros, entrega o motor a um preço abaixo do seu custo e consciente do grave erro que está cometendo.

Alguns dirão: “mas ele estava com a faca no pescoço”. Agora não está mais. Agora ele acaba de cravar uma espada no próprio coração e se continuar a operar no vermelho, a sua insolvência absoluta será uma questão de tempo. Infelizmente.

Ora, todos nós que estamos neste ramo, sabemos o quanto é complexa a nossa atividade, que envolve profissionais qualificados, maquinários caros, manutenção de estoques, cálculos, folgas, tolerâncias, ajustes, mais cálculos e a montagem de inúmeras peças realizada com uma precisão das mais apuradas. Isto tudo tem valor.

Precisamos, URGENTE, repensar sobre a concorrência predatória.

Senão…

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